TAMANHO DO TEXTO AA
Cidades / Publicada em: 11/12/2014
Brasil reduz pobreza extrema com ajuda do Bolsa Família
O programa de distribuição de renda beneficia 50 milhões de brasileiros e é a principal bandeira do governo petista

 

 

O Bolsa Família é apresentado como uma arma política muito forte e, como os números comprovam, ele realmente tem feito o que promete, ou seja, reduzir o número de famílias em estado de extrema miséria no Brasil.

Criado pelo governo federal em janeiro de 2004, o Bolsa Família ao longo dos seus 10 anos tem sido a arma do Partido dos Trabalhadores para reduzir a pobreza extrema no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, o programa beneficia por volta de 50 milhões de brasileiros.

 

O foco principal do Bolsa Família são brasileiros com renda familiar inferior a R$70,00 mensais per capita, sendo destinado, portanto, a cidadãos em situação de pobreza extrema. Cerca de 14 milhões de famílias, distribuídas pelos mais diversos estados e municípios brasileiros, são atendidas pelo programa.



A estimativa do governo federal é que Bolsa Família tenha tirado, em 10 anos de atuação, aproximadamente 36 milhões de pessoas da extrema pobreza. Os números e estatísticas oficiais foram apresentados no dia 30 de outubro deste ano, pela Presidente Dilma, em evento de comemoração em Brasília.

Os valores repassados aos beneficiários mudam de acordo com as necessidades de cada família, variando de R$35 a R$77. Os tipos de benefício são: básico (concedido a grupos identificados como em situação de pobreza extrema), variável (que parte do valor de R$35 e pode ir até o teto de R$77 e é destinado a crianças e adolescentes de 0 a 15 anos) , variável gestante (valor de R$35 sobreposto ao valor que a família já recebe, pago por nove meses em caso de gestantes na composição familiar) e outros.

De acordo com o mapa da fome divulgado em setembro de 2013 pela FAO (Sigla em inglês para Organização das Nações Unidas para a Agricultura e alimentação), o Brasil reduziu exponencialmente, entre os anos de 2001 e 2012, a pobreza extrema, que é classificada pelo número de pessoas que vivem com menos de US$1 por dia. A queda, de acordo com os dados oficiais, pode ter chegado a 75% e estes resultados se devem em grande parte pelas políticas públicas sociais dos últimos anos.

Os indicadores positivos do Bolsa Família também são incontestáveis para área da saúde, reduzindo a mortalidade infantil, ampliando o atendimento das famílias e ajudando a detectar, prevenir e combater doenças. Uma das exigências impostas para que se receba o benefício social é que as crianças e adolescentes tenham as vacinas em dia e também o acompanhamento das equipes dos programas municipais de saúde.

A educação é da mesma forma algo fundamental, por isso a Presidência da República, em parceria com o Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais, monitoram a frequência de 17 milhões de estudantes. A família que tenha direito ao benefício, os filhos com idade entre 6 e 15 anos devem estar devidamente matriculados e frequentar, no mínimo, 85% das aulas no ano letivo. Por isso, o Programa teve impacto positivo no aumento do índice de aprovação e na redução da evasão escolar.

Audio: https://soundcloud.com/rodrigo-sales-42/bolsa-familia

A seleção para que as famílias recebam o benefício é feita com base nas informações declaradas e registradas pelos municípios no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Com base nesses dados, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome, de forma automatizada, seleciona os grupos que serão incluídos para receber o Bolsa Família. Porém, o cadastramento não implica na entrada imediata para o recebimento do benefício.

Maria do Livramento da Silva, 53, recebe o Bolsa Família há 5 anos. Segundo a dona de casa, o programa social foi um divisor de águas na sua vida: “Sou paraibana, tenho 3 filhos e sou viúva há mais de 18 anos. Se não fosse pelo dinheiro que recebo, estaria passando por sérias necessidades”, afirma.

A expectativa do governo federal é que até 2018 todas as famílias consideradas em condição de vulnerabilidade social estejam incluídas no programa. Já em 2015 a estimativa de gastos com benefícios sociais estará na casa de 4,4 bilhões. É o que afirma a ministra Tereza Campello, titular da pasta desde 2001.


BOLSA FAMÍLIA DIVIDIDO POR ESTADOS


Para saber um pouco do histórico do Bolsa Família clique aqui. < https://www.youtube.com/watch?v=6Zrx6Nb69Pw&feature=youtu.be > v=6Zrx6Nb69Pw&feature=youtu.be">https://www.youtube.com/watch?v=6Zrx6Nb69Pw&feature=youtu.be

Produção: Rodrigo Sales e Moisés Athayde
Texto:
Rodrigo Sales
Fotos: Carlos de Oliveira
Albúm de fotos: Emílio Coutinho e Carlos de Oliveira
Vídeo: Moisés Athayde, Rodrigo Sales e Carlos de Oliveira
Infográficos: Emílio Coutinho

RODRIGO SALES, MOISÉS ATHAYDE, CARLOS DE OLIVEIRA E EMÍLIO COUTINHO
Publicada em: 11/12/2014
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