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Tecnologia



Publicada em: 05/07/2010
Tecnologia cada vez mais presente deixa inúmeros viciados
Nova ''doença'', o vício em tecnologia tem até tratamento especializado

“Prefiro a minha vida digital”, diz sem rodeios o estudante de Tecnologia da Informação Bruno Costa, 24 anos, membro da comunidade do Orkut “Viciados em Tecnologia”. Ele possui perfis no Twitter, Facebook, além de participar de incontáveis fóruns de sites especializados em informática. Mesmo quando está longe do computador, utiliza o iPhone para conferir e-mails, recados e "twittar".

Jovens como Bruno, que não conseguem mais viver sem tecnologia, são cada vez mais comuns. Até mesmo crianças, como Caio Gustavo de Oliveira, 10 anos, estão aderindo aos equipamentos de última geração. Caio ganhou o primeiro celular aos 7 anos. Hoje, possui notebook, videogame e não sai de perto do telefone nem na hora do banho. “Preciso ver se vai chegar mensagem dos meus amigos”, diz. Adepto também do jogo “Colheita Feliz”, aplicativo do Orkut, Caio passa cerca de três horas por dia na frente do computador.

Em um fórum do site “Forum PC’s”, é possível encontrar usuários que assinam as postagens não com o nome, mas com a configuração do computador. Spot++, membro da página na internet, assina como “Celeron D326 2.533ghz@2.77ghz full 61° cooler box intel Esquentadinho”, referindo-se ao cooler, dispositivo de resfriamento, que serve para eliminar o calor gerado pelo trabalho dos componentes do computador.

A preocupação com o vício em tecnologia é tanta que um hospital em Londres possui uma clínica para a nova ‘doença’. O criador da especialidade, Dr. Richard Graham, afirma, em entrevista à BBC, que a abstinência dos jogos e redes sociais da internet deixa os pacientes “cronicamente agitados e irritáveis”. O tratamento dura em média 28 dias.

Para o psicólogo Rogério Marques, a própria pessoa tem que ficar atenta. “Se o indivíduo fica muito mais tempo conversando online do que com pessoas reais, se recusa a sair de casa e começa a apresentar comportamento antissocial, é preciso tomar cuidado”, alerta. Marques ainda defende que jovens, principalmente crianças, precisam ter convivência social para não se tornarem “seres fechados, com visão estreita e incapazes de realizar qualquer tipo de tarefa em grupo”, finaliza.
 

Publicada por
KATHIA MAYARA DE OLIVEIRA
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