
Com origem na Ásia, o cachimbo de filtragem à base de água surgiu ainda no século 17. Ele foi criado pelo médico Hakin Abul Fath e seu objetivo inicial era a utilização como um medicamento. Entretanto, esta especiaria tem se tornado comum no país como uma nova opção de fumo.
E a moda pegou ainda mais desde que algumas telenovelas passaram a abordar a cultura indiana, como em 2001, em ‘O Clone’, da Rede Globo. O fato foi comprovado em uma pesquisa do Inca (Instituto Nacional do Câncer), divulgada ainda em 2007. Segundo os resultados, o Narguile já era apontado como a segunda opção mais frequente de fumo, perdendo apenas para o cigarro – o estudo ouviu mais de 3 mil universitários.
Para a OMS (Organização Mundial da Saúde) uma sessão de Narguile equivale a até 200 cigarros, o que causa preocupação. Isto porque o consumo não ocorre apenas entre os maiores de 18 anos. “Quem compra é maior de idade, mas há procura entre jovens de 12 e 13 anos”, afirma Roseli Silva que trabalha em uma loja especializada.
Para experimentar a especiaria basta adquirir o aparelho, com preço entre R$ 50 e R$ 180, havendo inclusive a opção de alugá-lo em baladas e bares. O consumo é simples: basta queimar uma essência na faixa de R$ 4 com carvão vegetal. E a fumaça, tragada através de piteiras, entra em contato antes com a água. Mas os médicos alertam que a filtragem é ineficiente e o compartilhamento das piteiras aumenta o risco de transmissão de doenças.
E mesmo com o fim das novelas a procura permanece, sendo as essências de chocomenta, mentos, melancia e chiclete as mais procuradas: “há até versões sem nicotina, e a procura aumenta nos meses de férias”, diz Roseli.
