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História do Centro Universitário FIAM FAAM: Pioneirismo, Renovação e Criatividade
Em 1972, São Paulo protagonizava acontecimento relevante para a dinamização do nosso sistema educacional. O Ministério da Educação, através de decreto publicado no dia 17 de fevereiro de 1972, autorizava a funcionar nesta cidade a primeira instituição universitária denominada "Faculdades Integradas". Surgia, portanto, as FIAM – Faculdades Integradas Alcântara Machado. Até então, o sistema de ensino superior era constituído por três tipos de organizações: a "universidade", a "faculdade isolada" e a "federação de escolas". A universidade representava a vanguarda do sistema, configurando espaços articulados de ensino, pesquisa e extensão. As faculdades isoladas permaneciam na sua retaguarda, dedicando-se exclusivamente ao ensino de natureza profissional. A reunião de algumas dessas faculdades em conjuntos mais amplos gerou a federação de escolas, uma universidade de novo tipo, que embora possuísse diversidade intelectual, abrigando diferentes áreas do saber, não perfilava a unidade cognitiva só realizável através da pesquisa científica.Passados alguns anos, a mantenedora da FIAM foi incorporada pela mantenedora da FAAM gerando um novo projeto educacional. O Prof. Edevaldo Alves da Silva, filho do Professor João Alves da Silva integrante da equipe de cientistas fundadores do campus da USP em Ribeirão Preto, assumiu a mantenedora das FIAM FAAM, balizando seus projetos de ensino superior nos ideais assimilados no convívio familiar.
Vale destacar que a opção pela iniciativa educacional de qualidade constitui uma homenagem consciente à memória paterna, que ele cultiva com veneração e vem transmitindo com tenacidade aos filhos e netos.
Ao assumir a presidência da entidade mantenedora do conglomerado FIAM FAAM, o Prof. Edevaldo Alves da Silva transferiu a instituição do velho edifício da Avenida Jabaquara para as modernas instalações situadas na Avenida Morumbi, onde permaneceu até o ano de 2006. Equipou os laboratórios didáticos, dotando os cursos de jornalismo, publicidade e relações públicas de corpo docente de alto nível. Recentemente, decidiu ampliar o quadro de cursos, incluindo duas novas habilitações: Produção Editorial e Rádio, TV e Vídeo.
Durante três décadas, o complexo FIAM FAAM amealhou prestígio, formando profissionais competentes. No último biênio, foram realizados investimentos na atualização da infra-estrutura laboratorial, reforma das salas de aulas, criação de agências experimentais e na renovação do corpo docente, transformando a instituição num autêntico centro universitário.A comemoração desses avanços e conquistas foi coroada, na noite de 25 de fevereiro de 2002, com o anúncio feito pelo Ministro da Educação durante a solenidade de instalação da Cátedra de Jornalismo Octavio Frias de Oliveira. O Ministro Paulo Renato Sousa comunicou ao auditório reunido no curso de Comunicação Social que o CNE - Conselho Nacional de Educação aprovara o projeto de transformação da Instituição, conferindo o status de Centro Universitário. O credenciamento da FIAM FAAM foi oficializado através da Portaria MEC 622/2002, publicada no Diário Oficial da União em 7 de março de 2002, homologando o Parecer 058/2002 da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação.
Combinando tradição e modernidade, FIAM FAAM desponta no panorama universitário paulista como núcleo de estudos avançados, que se pauta pelo pragmatismo e pela criatividade, pela inovação e pelo engajamento em projetos comunitários.
Um pouco mais da História da FIAM FAAM
José Alcântara Machado de Oliveira nasceu em Piracicaba, São Paulo, em 19 de outubro de 1875. Era filho do Dr. Brasílio Augusto Machado de Oliveira, o Barão de Brasílio Machado e de D. Maria Leopoldina de Souza Machado de Oliveira. Fez os estudos primários na Escola Neutralidade de João Kopke e os secundários no Colégio Moretzzohn.
Em 1890 ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, formando-se em 1893 em ciências jurídicas e em 1894 em ciências sociais.
No ano seguinte, com apenas vinte anos de idade, era nomeado substituto da Faculdade, onde regeu a cadeira de Medicina Legal e Higiene Pública. Em 1925, era nomeado professor catedrático. De 1927 a 1930 foi vice-diretor do estabelecimento de ensino e seu diretor de 1931 a 1935.
Em abril de 1931 entrou para a Academia Brasileira de Letras, substituindo Silva Ramos na cadeira número 37, que tem como patrono o poeta Tomás Antonio Gonzaga. Na Academia, onde se tornou Presidente, Alcântara Machado pronunciou o elogio de Silva Ramos e os discursos de saudação a dois novos confrades, Paulo Setúbal e Leví Carneiro. Ainda em 1931 também integrou a Academia Paulista de Letras.
Como escritor, Alcântara Machado começou a produzir muito cedo. Quando criança, rabiscava um jornalzinho manuscrito, "O Rouxinol". Mais tarde, quando cursava a faculdade, enviava para a "Semana”, de Valentim Magalhães, sonetos de boa forma parnasiana, aos moldes de Herédia e Raimundo Corrêa, escondendo-se sempre através de prudentes pseudônimos.
Apaixonado pelos assuntos brasileiros e especialmente pelos assuntos paulistas, sua grande obra literária foi "Vida e Morte do Bandeirante" (1929), deixando também "Gonçalves de Magalhães ou O Romântico Arrependido"(1936), "Alocuções Acadêmicas" (1941) e um excelente livro sobre a personalidade de seu pai, Brasílio Machado.
No mundo político exerceu os mandatos de Vereador Municipal em São Paulo (1915-1924), Senador Estadual (1924-1930), Deputado Federal e líder da bancada paulista à Assembléia Nacional Constituinte (1933-1934) e Senador Federal (1935). Foi ainda autor de um projeto de código criminal brasileiro (1938). Ao morrer, estava escrevendo a biografia do brigadeiro José Joaquim Machado de Oliveira e a história do rio Tietê, assunto que lhe era muito especial. O escritor faleceu em 1º de abril de 1941, na cidade de São Paulo.